sábado, 15 de janeiro de 2011

Um salto muito esquisito

Não sei o que o desenhador tinha na mente ao elaborar esta capa, mas que o salto daquele indivíduo perante a jovem armada é bem esquisito, é... só lendo, mas a vontade não é muita.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Sol queima a Terra

"Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos". Esta frase, proferida por Porfirio Dias, tornou-se célebre e ela retrata a debilidade trazida para um país por uma proximidade por vezes desastrosa. Acontece que Porfirio conduziu os destinos do México durante uma série de anos, caracterizando-se por entregar ao capital estrangeiro alguns recursos importantes do país. A acção da novela decorre tendo como pano de fundo o ambiente de revolta contra este poderoso do país o qual levou à formação de grupos guerrilheiros para o combater.
A. G. Murphy imaginou um conjunto de guerrilheiros que não olhavam a meios para atingir os seus fins e que podiam considerar-se criminosos. Num roubo, destinada a financiar a luta contra Porfírio, mataram os pais da personagem central da novela. Alguns anos mais tarde, começou a vingança e, um a um, os assassinos foram sofrendo merecido castigo. Acontece que uma bela menina era familiar de um deles. Como iria reagir o nosso herói ao encontrar-se com ela e conhecer os seus laços familiares? Esta novela deliciosa tem algumas semelhanças com a saga do Zorro e o nosso mascarado, vingador, até se faz acompanhar por um índio...
A capa, não assinada, mostra a forte mancha da colecção Pólvora.
Ficha do livro
Colecção Pólvora, nº66
Título: O Sol queima a Terra
Autor: A.G.Murphy
Cpa: autor desconhecido
Tradução: Raul Correia
Páginas: 124
Ano:1962
Editora: APR

Cada vez mais apreciado

É altura de voltarmos a nossa atenção para o candidato presidencial Francisco Lopes. Tem toda a razão: o problema de crescimento do país só se resolverá se voltarmos à produção de bens e serviços que os comilões da UE nos forçaram a abandonar. Lá se diz: com subsídios e bolos se enganam os tolos. O país precisa de uma agricultura que satisfaça o déficit alimentar, precisa de uma boa frota de pescas e explorar o mar.
O único candidato que pretende romper com a subserviência a esta Europa da desgraça é Francisco Lopes. Foi uma surpresa. Para ele, esta magnífica canção do TRIO enquanto dura a pausa do fim de semana.

Uma brincadeira perigosa

Frank Mc Fair até é um autor que goza de algum prestígio entre os apreciadores de novelas do Oeste, sendo, por vezes, comparado a Peter Debry. Eu próprio tenho uma boa recordação de alguns livros. No entanto, esta "Brincadeira Perigosa" arruma-se de vez entre os INTRAGÁVEIS. Não consegui... é tudo.
A capa também nada tem de simpático com aquela gorducha sem graça que parece sofrer de papeira. Quem terá escolhido a modelo? Era uma fase difícil para as colecções da APR.
Ficha do livro
Colecção Bisonte, nº 91
Título: Uma brincadeira perigosa
Autor: Frank Mc Fair
Tradução:,,,
Capa: autor desconhecido
Páginas: 132
Ano: 1962
Editora:APR

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Terra sem lei

Este foi o primeiro livro da Colecção Cow-boy no seu minúsculo formato embora com 64 páginas. E não podia começar melhor com uma história em que havia de tudo: exército, indios, bandidos, meninas, mexicanos e um problema muito grave relacionado com a escravatura de carne branca para abastecimento dos saloons. Duas das meninas reduzidas a essa condição não se deixaram ultrajar e foram chicoteadas e maltratadas pelo bandido-mor. Mas um médico militar, que chegou à cidade disfarçado de doente, acabou por fazer justiça e desencadear um processo que transformou aquela cidade num pasto de chamas após limpeza total.
Cliff Bradley, mais uma vez, a mostrar a sua capacidade para tratar o Oeste num relato cheio de humanidade mas sem excluir a violência própria da região.
A capa, não assinada, mostra o momento em que o médico militar, disfarçado de doente do Leste, é forçado a saltar perante os tiros que lhe são dirigidos aos pés por um facínora.
Ficha do livro
Colecção Cow-boy, nº10
Título: Terra sem lei
Autor: Cliff Bradley
Capa: autor desconhecido
Tradução: autor desconhecido
Páginas: 64
Ano: 1960???
Editora: APR

Um diabo chamado Milton

Eis mais um livro de Silver Kane, este um tanto apalhaçado. Traz-nos dois Milton, um, o amigo do diabo, outro, o inimigo do diabo. Este era o fundador de uma liga anti-alcóolica e dirigiu-se a uma cidade do Colorado para procurar o Governador para o convencer a impedir a venda de álcool. O outro era perito em armas e, de quando em quando, emborrachava-se. Após as mais diversas peripécias vieram a trocar de identidade e a encontrarem-se com lindas meninas que lhes proporcionaram a felicidade.
Compreende-se a dificuldade de qualquer autor em escrever semanalmente uma novela interessante, mesmo se ele se chamar Silver Kane, mas esta ainda é dos primeiros tempos deste autor, por isso julgámos que fosse qualitativamente melhor.
A capa, de Angel Badia, apresenta um pormenor da luta em que o amigo do diabo salvou a menina, de expressão aterrorizada, e o inimigo do diabo de serem assassinados por bandidos.
Ficha do livro
Colecção Colorado, nº 9
Título: um diabo chamado Milton
Autor: Silver Kane
Capa: Angel Badia
Tradução: António Soares
Páginas: 122
Ano:1960
Editora: IBIS

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A morte saiu de ronda

Mais uma vez a Morte...
Desta, até vem no próprio título da novela.
A morte é como o FMI: mesmo sem ter chegado, já se anuncia e já tem os seus agentes.
Mas este livro pertence a um lote esquisito: eu classifiquei-o entre os INTRAGÁVEIS. Não consegui lê-lo há uns 50 anos quando o comprei e agora não consegui ultrapassar a aversão.
A culpa até pode nem ser do autor, Raf Segrram o qual nem abusa de tiroteio e violência. Acho que li um ou dois livros interessantes do mesmo. Mas o título, o início... há coisas assim.
Quanto a este Raf, pode dizer-se que tem 35 livros registados em Portugal, repartidos pela APR e pela IBIS o que é natural por ser um autor ligado à Bruguera.
A capa, que nos parece assinada por António Bernal, representa uma cena em que a personagem principal esmurra um bandido sob os olhos atemorizados de uma menina.
Ficha do livro
Colecção Califórnia, nº 61
Título: A morte saiu de ronda
Autor: Raf Segrram
Capa: António Bernal
Tradução: Adriano
Páginas: 120
Ano: 1962
Editora: IBIS

O Vale das Aparições

Uma mulher com poderes estranhos assombrava aquele vale, do qual o próprio Sol parecia desviar-se, e todos os que lá viviam. Até que um dia lá chegou alguém disposto a assumir o que lhe coubera por herança.
J. Salgado é um autor com um livro publicado em Portugal. Este... o qual não deixa de ser estranho já que apresenta tradutor e a capa é assinada por Carlos Alberto.
Ficha do livro
Colecção Búfalo, nº 75
Título: O vale das Aparições
Autor: J. Salgado
Capa: Carlos Alberto
Tradução: Henrique Monteiro
Páginas: 130
Ano: 1960
Editora: APR

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Encontros na noite medonha

Cisco estava preocupado com Flor Vermelha e resolveu procurá-la para a proteger. Ora vejam...





Martelo Presidencial

É preciso ânimo, camarada Lopes!
Aqui fica um martelo para mandar à cabeça infame dos especuladores...

O Rancho Panteão

Será humor negro atribuir a designação de Panteão a um rancho? Neste caso, há razões imediatas, atendíveis, já que os anteriores proprietários tinham sofrido uma morte trágica e foram sepultados num local no seu interior que muito apreciavam.
Clark Carrados inicia mais uma vez uma obra a partir de um acontecimento que terá desencadeado a terminação de uma era ou geração e entretem-se em procurar as causas com as novas personagens.
A capa, não assinada, mostra o encontro destas com uma fera. E que assombro se revela em todas as expressões! Estará ali a chave do mistério?
Ficha do livro
Colecção Califórnia, nº 70
Título: Rancho Panteão
Autor: Clark Carrados
Tradução: Carlos Valadas
Capa: autor desconhecido
Páginas: 143
Ano: 1962
Editora: IBIS

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Nem radicais, nem extremistas... apenas lusitanos

Eis mais um CROMO da História do país...

Clark Carrados, um autor... múltiplos géneros

As capas de novelas inseridas neste post, provenientes dos mais diversos ilustradores, são a demonstração da atracção de Carrados pelos diferentes géneros da novela popular de acção, a qual só despertou quando atingiu os 35 anos o que não o impediu de escrever milhares de novelas. Repare-se ainda como utilizou outro pseudónimo Louis G. Milk o qual era uma correspondência directa com o seu nome.

Uma mulher e dois colts

Esta novela segue uma linha semelhante a "A Filha do Xerife". Desta vez, é o tio de uma jovem que é assassinado e esta, em vez de herdar a estrela do representante da lei, herda um rancho que vai procurar desenvolver e que é cobiçado pelo responsável pelo assassinato.
Na história há igualmente um vagabundo asqueroso sempre enfrascado em álcool que vai ter um papel fundamental no desenrolar da acção de acordo com os planos da jovem, a qual era exímia no manejo das armas, experiência que tinha adquirido em circo tipo Buffalo Bill. Não se dão razões para a embriaguês do vagabundo e também não se sabe se este tinha ou não sido pistoleiro, mas a verdade é que se desenrascava bem com as armas e, no final, depois de ter sido despedido por não se libertar do álcool, teve sumptuoso agradecimento da menina a quem salvou a vida.
A capa, de Longeron, é uma excelente imagem dos atributos e das armas da jovem artista de circo.
Ficha do livro
Colecção Cowboy, nº 35
Título: Uma mulher e dois colts
Capa: Longeron
Tradução: autor desconhecido
Páginas: 64
Ano: 62/63...
Editora: APR

domingo, 9 de janeiro de 2011

Silver Kane e as novelas de amor



Sabia que Silver Kane, um dos autores mais duros, cavernosos, violentos, mas simultaneamente mais apreciados, de novelas do Oeste também se divertiu a escrever romances cor de rosa. Fê-lo e em Portugal tem um conjunto de 9 títulos muitos dos quais publicados na IBIS.
Já agora fique a saber que o pseudónimo utilizado nestes livros pelo senhor Ledesma era nada mais nada menos que Rosa Alcázar.
Aqui fica esta curiosidade com uma belíssima capa que, apesar da desolação da paisagem envolvente, sugere que estes livros seriam tão interessantes quanto os do Oeste.

Miss Morte


A morte...
Sempre a morte...
A morte é palavra persistente nas novelas do Oeste.
Nesta aparece para identificar uma jovem que tinha extraordinária habilidade e rapidez para as armas e, à conta disso, fez muitos foragidos beijar o chão e partir deste mundo.
Mas as coisas não lhe correram bem. Apanhada por um facínora, este, a sangue frio, rasgou-lhe a mão com um punhal e entreteve-se a partir-lhe os osssos da mão direita um por um com a coronha do revólver.
Mais uma vez, Silver Kane mostra-nos a vida cruel do Oeste. E as coisas não ficaram pelo que se descreveu. Depois de relativamente recuperada e com a vida refeita, após uma fuga com êxito, a jovem recebeu uma carta com a ameaça de que a sua Morte estava a ser preparada e que o seu agente em breve chegaria à cidade. Mas a finalização foi surpreendente pois, além do facínora, mais alguém ali chegou.
A capa, não assinada, mostra um dos momentos do desfecho final, com a jovem, recuperada, a fazer frente aos facínoras que a perseguiam.
Ficha do livro
Colecção Califórnia, nº 96
Título: Miss Morte
Autor: Silver Kane
Capa: autor desconhecido
Tradução: Adriano de Sousa
Páginas: 126
Ano: 1963
Editora: IBIS

sábado, 8 de janeiro de 2011

Keith Luger


Também este autor cultivou a escrita de novelas policiais como se pode detectar a partir da capa publicada ao lado. Não sabemos como era Luger nesta área, nem se estas novelas terão sido publicadas no nosso país embora a existência local de uma colecção SS, editada pela APR, vá no sentido positivo. Nesta obra, o autor parece querer dizer que as mulheres são tanto mais perigosas quanto mais loiras são. Alguns anos depois, falar-se-ia noutro atributo para as loiras.
A capa foi desenhada por Cortiella e se a compararem com a capa do "Metido numa emboscada" repararão que parecem as mesmas figuras mas num ambiente diferente. Quanto ao morto, parece ter ficado numa posição esquisita

Areia Ardente


Um velho mineiro, manhoso, resolveu vender uma mina de prata por cem dólares a incautos, desaparecendo antes de proceder à transferência de propriedade, mas depois de receber o dinheiro. Conseguiu assim juntar um bom pecúlio em moeda e em inimigos que não pararam de o perseguir. O certo é que a mina existia e, em determinado momento, bons e maus, assassinos e justiceiros, sem esquecer uma beldade da representação, todos se juntaram na pesquisa da sua localização.
Keith Luger apresenta aqui um livro em que parece divertir-se com os leitores. A sua capacidade descritiva de alguns anos antes parece ter desaparecido, agora há como que o culto do disparate com conversa ligeira sem interesse de maior o que já se notava no "Chegou um aparecido".
A capa tem a sua piada, o homem, em busca da mina, parece dizer-nos, já muito cansado, enquanta tenta reconhecer algum perseguidor, que não tardará a morder a areia do deserto.
Ficha do livro
Colecção Kansas, nº 103
Título: Areia Ardente
Autor: Keith Luger
Capa: autor desconhecido
Tradução: Maria de Valverdum
Páginas: 127
Ano: 1964
Editora: IBIS

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

I love you (more and more)

Vem aí o fim de semana. É altura de fazer uma pausa para preparar os posts da próxima. O vagabundo de Dallas vai dançar com a bela menina. Música country, música da América... ora oiçam o magnífico som dos irmãos Bellamy

A História de Portugal em Cromos - 1


E a colecção Cow-Boy não era valiosa apenas pela qualidade dos seus autores e das novelas do Oeste. Para além disso, brindava-nos com cromos da História de Portugal, se não estou errado, concebidos e desenhados por Carlos Alberto. Claro que era uma perspectiva que tinha as suas limitações dado o carácter apologético relativamente ao regime que dominava o país e não uma história que mostrava a luta dos homens para acabar com as desigualdades sociais. Mas, por 15 tostões...

O Homem de Dallas


Esta é a história de mais um vagabundo que chega à cidade sem dinheiro, cheio de fome e apenas com dois colts. O seu aspecto andrajoso impunha, apesar de tudo, algum respeito e acabou para ser contratado como vaqueiro para um rancho cujos donos sofriam as pressões do ricalhaço lá do sítio. De vez em quando desapareciam umas reses, o velho rancheiro, desesperado, cheio de perdas, já estava quase a fazer as malas e a partir para outro local com a mulher e a filha. A filha... como calculam era belíssima e isso não passou despercebido ao vagabundo que iniciou uma luta pelo direito ao respeito pelos pequenos rancheiros. A luta foi dura, muito dura...
Jess Mc Carr, 23 livros registados no nosso país, produziu aqui um excelente livro para a Colecção Cow-boy muito na linha do que já tinha feito em outros colecções. Trata-se de mais um pseudónimo de Jesus Navarro um escritor espanhol com livros muito interessantes.
A capa, comovedora, belíssima, mostra o momento em que o vagabundo cai do cavalo, atravessado por uma bala e é amparado pela bela menina que se vai manter à sua cabeceira até se restabelecer completamente. Apesar de não estar assinada, julgamos ser de Longeron.
Ficha do livro
Colecção Cow-boy, nº 31
Título: O Homem de Dallas
Autor: Jess Mc Carr
Capa: Longeron
Tradução: autor desconhecido
Páginas: 64
Ano:60/61/62?
Editora: APR

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Donald Curtis



Aliás, Donald Curtis, com 216 obras registadas em Portugal, 165 das quais na APR, é um autor que se distinguiu em vários géneros. Por exemplo, escreveu alguns livros policiais evidenciando a mesma qualidade e perspicácia que denotava em novelas do Oeste. Um desses livros é este velhinho "Curvas Perigosas" em que o autor se referia aos perigos de uma estrada cheia de curvas que ligava determinado palacete à cidade. Nessa estrada apareceu morta uma belíssima mulher. Na capa, Emílio Freixas mostra quão ambígua pode ser a interpretação associada ao título escolhido por Curtis e deixa o repto: quais são efectivamente as curvas perigosas?

Homens Diabólicos


Mais um livro de Donald Curtis. Mais um daqueles livros que nos traz um pistoleiro escondido sob um homem tranquilo que procura paz e sossego no seu rancho, longe da cidade e das lutas, interessando-lhe apenas o seu gado e a tranquilidade de espírito que procura. Nas primeiras páginas, pode notar-se a preocupação do autor em apresentar a cidade onde decorre a acção como um ponto pacífico, calmo, quase obsediante de estagnação. Mais tarde, com o aparecimento de uma mina de cobre e o desfecho tempestuoso de um amor juvenil, tudo se modifica: onde havia paz e sossego, passou a existir violência, tiroteios, lutas sem piedade nem quartel. E o homem tranquilo que se refugiara naquele recanto em busca de sossego, volta a colocar os "colts" à cintura e, louco de dor e vingança, aparece tal como é na realidade: um temível pistoleiro. O desfecho que Curtis incute à novela é completamente inesperado
A capa, de Bosch Penalva, mostra um pormenor da luta desse homem tranquilo, agora pistoleiro, acossado por uma família cheia de gente corrupta e sem qualidades, gente diabólica, no fundo.
Ficha do livro
Colecção Califórnia, nº 5
Título: Homens Diabólicos
Autor: Donald Curtis
Capa: Bosch Penalva
Tradução: Duarte Belo
Páginas:122
Ano: 1959
Editora: IBIS

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ouro e Pólvora


O pobre velhote tinha passado a vida à procura de ouro e, qaundo o encontrou, também encontrou a morte nas mãos de três energúmenos com quem casualmente se cruzou. Toda a história gira em torno dos artifícios para chegar à sua herança a qual naturalmente ia para a jovem Anne, uma bela menina. Um dos facínoras chegou a inventar que, nos últimos momentos, o velhote o tinha nomeado seu tutor.
Nesta história há também alguém que se julga cobarde e cuja acção vem a contribuir para afastar aquele facínora e para encontrar o respeito por si próprio depois de acções intrépidas que o conduziram inclusivamente à perda de memória.
Peter Kapra é um daqueles autores pouco produtivos, mas cujos argumentos são sólidos. Teve 102 obras registadas no país, mas dominantemente no género Ficção Científica. A história em apreço é muito coerente e muito bem delineada.
A capa, não assinada, mostra o momento em que a jovem Anne, cheia de calma, dispara sobre o facínora que se armara em seu tutor.

Ficha do livro
Colecção Búfalo, nº 92
Título: Ouro e Pólvora
Autor: Peter Kapra
Capa: autor desconhecido
Tradução: Pedro Santos
Páginas: 126
Ano: 60/61??
Editora: APR

Metido numa emboscada

Como podem ver esta menina tem pelo na venta e, de revólver na mão, é um verdadeiro perigo. Sam Fletcher é um daqueles autores do tipo "a tiro e a murro", embora com tramas bem urdidas, por isso, não há que dizer muito acerca deste livro o qual, apesar de tudo, consta nas minhas estantes há mais de quarenta anos e já passou por várias vicissitudes.
A capa, de Cortiella, foi excelente, infelizmente uma alma malvada entreteve-se a riscá-la. Mas é suficiente para mostrar que, com aquela rapariguinha frágil, não se brinca. Por outro lado, mostra a mancha original da Colecção Kansas...
Ficha do livro
Colecção Kansas, nº 51
Título: Metido numa emboscada
Autor: Sam Fletcher
Capa: R. Cortiella
Tradução: Paulo Mascarenhas
Páginas:138
Ano: 61/62?
Editora: IBIS

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O dia em que Valle quis caçar búfalos

Valle quis divertir-se à conta do pobre búfalo, mas teve a lição que merecia. Não fosse o abnegado forcado e teria passado um mau bocado. Apesar de tudo parece que não aprendeu: diz ela que precisa de praticar mais... se os de agora ainda não aprenderam e sentem prazer em matar qualquer bicharoco, como é que há cento e tal anos...???...








Uma Mulher Perseguida

Este livro, que na Biblioteca Nacional aparece registado com o título "Uma Mulher Perdida" e alguns meses mais tarde, na própria colecção Kansas, na lista de títulos anteriores, parece chamar-.se "Uma Mulher Perigosa", mostra como era difícil a vida para uma viúva jovem e bonita no Oeste ainda por cima detentora de alguns bens. Todo o sacripanta cheio de basófia se sentia com direito a ocupar o lugar daquele que tinha sentido o arrefecimento do céu da boca.
Fidel Prado, com 54 livros registados na Biblioteca Nacional, é um autor cuja temática foge muito ao padrão normal de murros e tiroteio. O que escreve por vezes parece uma descrição da sociedade actual transportada para o ambiente do Oeste.
A capa, não assinada, mostra a heroína numa atitude que não parece muito desgostosa com a luta daqueles dois bravos muito provavelmente em sua honra.
Ficha do livro
Colecção Kansas, nº 90
Título: Uma Mulher Perseguida
Autor: Fidel Prado
Tradução: Mário Silva
Capa: autor desconhecido
Páginas: 122
Ano: 1963
Editora: IBIS

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ataúde para uma loira

Nesta novela, Kane traz-nos um conjunto de personagens que nos ajudam a formar uma ideia sobre a vida nos estados fronteiros com o México logo após a Guerra Civil Americana. A personagem central assume a identidade de um amigo que foi forçado a abater num duelo de morte desencadeado pelo facto de terem apoiado lados diferentes naquela guerra. Vai encontrar o grande amor da sua vida numa mulher que tem de condenar à forca já que, como advogado, foi designado como promotor da sua acusação e ela tinha morto um homem. Mas seriam as coisas como pareciam? Não teria passado por ali a mão de alguém interessado em condenar a jovem e livrar-se de responsabilidades?
Abater o amigo, condenar o seu amor à forca... é mesmo de Silver Kane
Este foi o primeiro livro da Colecção Califórnia que iniciou a publicação em Portugal no ano de 1959.
A capa, de Bosch Penalva, mostra um duelo perante uma mulher loira, um dos muitos duelos que a personagem central teve de enfrentar para libertar a jovem que tanto o impressionou.
Ficha do livro
Colecção Califórnia, nº 1
Título: Ataúde para uma loira
Autor: Silver Kane
Tradução: Luís Miranda
Capa: Bosch Penalva
Páginas: 126
Ano: 1959
Editora: IBIS

A Última Guerra



"Os anos de 1860 e seguintes da História dos USA escreveram-se com sangue. Foram os anos em que os índios, já conscientes da sua inferioridade, se aferravam com desepero às pradarias verdes que os viram nascer e donde seriam expulsos ou exterminados pelos colonizadores americanos. Cavalo Louco, Nuvem Vermelha, Sitting Bull, Cão Vermelho e muitos outros, foram os grandes chefes sioux que, com clara visão dos desastres que esperavam o seu povo, procuraram por todos os meios chegar a acordo com os brancos.
Os brancos eram valentes mas não honravam a palavra dada aos índios. Compravam mas não pagavam. Sempre assim foi. Não obstante, era preciso voltar a tratar com eles. Os sioux desapareceriam fatalmente se o não fizessem. E aferravam-se a esta última esperança.
No ano de 1868, firmou-se o tratado entre as tribos sioux e o Governa da grande nação americana.
Os territórios ao norte do Platte, pertenciam para sempre aos índios. Nenhum branco ali entraria sem prévia autorização dos peles-vermelhas. Nenhum pedaço daquelas terras poderia ser alienado aos brancos sem o beneplácito de três quartos da população índia que o ocupasse. Esta era a Lei.
As terras ao sul do Platte ficavam perdidas para os sioux. Com a assinatura do tratado converteram-se automaticamente em território dos Estados Unidos. O generoso Pai Branco de Washington concedeu-lhes o direito de entrarem uma vez por ano nas pastagens de inverno dos búfalos, base da sua alimentação, nas terras dos brancos. Mas os anos de paz passaram-se rapidamente.
Uma dúzia de anos depois, como um rastilho de pólvora, correu a notícia que faria em pedaços o tratado de 1868. Nas montanhas negras, dentro da Reserva, encontrara-se ouro. Ouro nas montanhas! Ouro!
À notícia sucedeu uma avalanche humana. Milhares de pessoas, aventureiros, jogadores, bandidos, pistoleiros, lançaram-se numa corrida desenfreada para as Montanhas Negras. Já ninguém se lembrava de tratados, nem de promessas, nem dos sioux. As Montanhas Negras, dum dia para o outro, transformaram-se nos mais ricos jazigos de ouro do mundo!
Os índios não recorrerm logo à guerra. Protestaram junro de Washington. Forças do exército americano partiram com a dupla missão, difícil de conciliar. Proteger os sioux... e proteger quem violasse o tratado.
Foi impossível chegar a acordo e acabaram-se as contemplações. Agora, a raça superior, a raça civilizada, mpunha a sua vontade e os outros, os selvagens, só tinham de obedecer.
“Liquidar os índios!”, gritou-se por toda a parte e o Exército fez-se eco deste clamor. Terry, Sheridan e Custer, três dos mais brilhantes generias da época, comandaram três corpos de exército com um plano estratégico bem concebido, para esmagar os índios e abrir novos rumos à civilização. Era a guerra!
O general Norman, que também partiu à procura dos índios, teve o primiro recontro com Cavalo Louco em 17 de Junho de 1876. Foi uma batalha terrível com elevadas baixas de ambos os lados. Norman, o que parecia incrível, viu-se obrigado a retirar.
Depois disto, Custer, perto de Chavelho Pequeno, atacou um grupo de índios que pareciam presa fácil. Desconhecia que o grosso das forças de Sitting Bullestava oculta num pequenoo bosque.
Os soldados americanos, electrizados pelo exemplo heróico do seu chefe, cobriram-se de glória, mas morreram todos. Esta acção passou à história com a designação de “O Desastre de Custer”. Foi a maoir vitória dos sioux e a mais brilhante derrota da Cavalaria dos Estados Unidos.
A acção desta novela começa nestes dias sangrentos".
Esta verdadeira lição de História dos USA foi-nos trazida pela pena de Gaby M. Youth no número 74 da Colecção Cow-boy, autor com apenas duas obras registadas no nosso país. Nesta altura, esta colecção já apresentava uma maturidade interessante com a capa com informação sobre o título, preço e imagens insertas. Pena que essa informação destruísse a beleza da capa não permitindo visualizá-la na totalidade.
Esta, de autor desconhecido, dá-nos um pormenor da vida numa aldeia índia.
Ficha do livro
Colecção Cowboy, nº 74
Título: A última Guerra
Autor: Gaby M. Youth
Tradução: autor desconhecido
Capa: autor desconhecido
Páginas: 64
Ano: 1962/63
Editora: APR

domingo, 2 de janeiro de 2011

Não se metam com ela, hem?

Mark Halloran, excelente autor de novelas do Oeste, produziu também alguns títulos na área do policial. Neste, traz-nos uma pantera ruiva pronta a fazer muitos estragos. Atrás dela, o dinheiro espalhado sobre a mesa, garante-nos que vai ser difícil arrancar algo à beldade.
Não sabemos se esta novela chegou a ser publicada em Portugal. Também não é importante para o Memorial já que se trata apenas de uma curiosidade que iremos procurar relativamente a outros autores.
Cortiella é o autor desta obra prima...

O Regresso do Cobarde


Era um homem extremamente tímido, dominado pelo pai, que fugiu da sua terra, abandonando a própria esposa. Um dia, voltou para reclamar o que era seu. Tudo tinha mudado e envolveu-se numa luta sem fim, chegando a ter necessidade de limpar o próprio nome já que a dúvida sobre a sua verdadeira identidade permaneceu até ao final da novela.

Peter Debry é uma autor espanhol ainda com um prestígio assinalável ao nível da novela negra. Alguns admiradores mantêm sites (1 e 2) onde divulgam a sua obra e as suas qualidades. Em Portugal tem registo de apenas 50 títulos, 29 dos quais ligados à APR, nos quais predomina a colecção Serviço Secreto. Este é um dos três títulos editados pela Colecção Califórnia da IBIS.

A capa, de autor desconhecido, mostra um pormenor da luta deste homem pelos seus direitos, ao lado de uma pedra com um martelo gravado que marcava o limite da sua propriedade. Conta Debry que, numa extraordinária demonstração de força, levantou essa pedra, a qual pesava mais de 120 quilos, arrancando-a da terra e conduzindo-a para dois metros mais adiante para que os seus limtes ficassem correctamente estabelecidos.

Ficha do livro
Colecção Califórnia, nº 3
Título: O regresso do cobarde
Autor: Peter Debry
Capa: autor desconhecido
Tradução: Rebelo da Silva
Páginas:124
Ano: 1959
Editora: IBIS

Comprar mais e mais


Reparem nesta menina tão jeitosa. Que faz ela ali sentada em cima do escadote, de boquilha na mão? Ela pretende ser focada pelo leitor de novelas de Oeste e chamar-lhe a atenção para um novo meio de pagamento dos livros inserido nas páginas finais dos mesmos.

Reparem agora nesta outra que parece envolvida em algodão. Loira, anafada, gordinha, tipo a sair de cama quente, é duvidoso que levasse algum leitor a dar atenção à mensagem veiculada, mostrando que, por vezes, a mensagem da APR era publicidade desastrada.

Salvo pelo cavalo

Este é Dick Daring, sargento da polícia montada do Canadá, também conhecido por Jim Canada. Dick é um amigo dos índios, que luta contra os opressores e os criminosos. O seu quartel general situa-se em Creek-Town tal como foi imaginado por autores ingleses como Reg Bunn (1958-61). Depois, os desenhos são retomados por autores italianos como Sérgio Tarquinio.
Nesta aventura, Dick persegue um criminoso que matou e escondeu um dos seus colegas e tem de atravessar uma ponte que não sabe estar armadilhada. O nosso herói só se salva graças ao seu valoroso cavalo.




Aventura publicada no nº 8 do volume 20 do Condor Popular
Encontra aqui um inventário das aventuras de Dick Daring publicadas em Portugal.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Injusta Acusação

Admita o amigo leitor que alguém o acusa de ter roubado e fugido levando consigo a página de Internet da Presidência da República, prejudicando assim o livre acesso do povo a tão lúdico documento e impedindo o candidato à reeleição de justificar os actos do passado já que outra via não refere. Todos sabemos que era falso. Seria assim uma injusta acusação.
Esta novela está cheia de acusações desse género. Há crimes, a suspeita do crime percorre todos os que se movimentam nos meandros desta trama. Um deles, o herói, chega a ser severamente vergastado pela sua namorada a qual, no entanto, não viveu muito mais tempo para contar a proeza já que afundou-se num barco com buracos disfarçados.
Curiosamente, existe neste relato uma abordagem do relacionamento com os índios que os põe num pé de igualdade com o homem branco apesar de alguns conspirarem infrutiferamente para reatar a guerra. Era a mensagem da Rosa dos Ventos a chegar à questão racial.
No final, o criminoso acabou por ser descoberto e era a pessoa mais insuspeita que se poderia imaginar. Raf G. Smith exagerou um bocado, mas a novela até é divertida.
A capa, de Longeron, ilustra a passagem em que a menina, chicote na mão, castiga o seu namorado, pensando ser ele o criminoso. Magnífica
Ficha do livro
Colecção Cow-boy, nº 4
Título: Injusta Acusação
Autor: Raf G. Smith
Capa: Longeron
Tradução: desconhecido
Páginas: 32
Ano: 1961
Editora: APR

O fanfarrão

Escolhemos para primeiro post de 2011 uma referência ao primeiro número daquela que foi uma das mais apreciadas e famosas colecções daquela época. Ainda não tinha o formato que adoptaria a partir do número 10: era maior que um livro de bolso e o número de páginas resumia-se a 32. Como a letra era muito pequena, o tempo de leitura esperado rondava os 60 minutos.
Tal como a maioria dos livros da Colecção Cow-boy, não existe qualquer registo deste livro na Biblioteca Nacional, talvez a APR pensasse que, por aquele, preço, não valia a pena ter tanto trabalho. O certo é que, deste modo, é difícil determinar o tradutor e o ano de publicação. Mais, é quase impossível fazer um catálogo da colecção a não ser se se dispuser dela fisicamente.
Esta história apresenta-nos um indivíduo duro com os punhos e hábil com os revólveres que retorna à cidade natal sem assumir a verdadeira identidade. A novela tem aspectos hilariantes dadas as fanfarronadas do seu "herói" que, apesar de tudo, era pessoa de bem.
Raf G. Smith foi um autor que publicou grande parte da sua obra em Portugal através da APR. Na IBIS, não encontramos registo de qualquer livro. Na fonte mais comum, a Bruguera, há estatísticas de apenas um livro, o que indica que a sua ligação seria a uma editora concorrente. O seu estilo é um pouco o do fanfarrão que se gaba das suas habilidades e está sempre a "mandar vir". Apesar de tudo, alguns dos seus livros são interessantes. Este, por exemplo, tem uma finalização tipo novela policial e o herói rapidamente encontrou o assassino que procurava, lançando-lhe uma armadilha própria daqueles enigmas.
A capa, de Longeron, sugere a grande caminhada a que montada e cavaleiro estiveram sujeitos e alguns precalços que tiveram de vencer, embora me pareça que não tem uma relação directa com a história.
Ficha do livro
Colecção Cow-boy, nº 1
Título: O vingador
Autor: Raf G. Smith
Capa: Longeron
Tradução: autor desconhecido
Páginas: 32
Ano: 1961
Editora: APR